na vida o obsesso observa
e nao vive
sua obsessao o absorve tanto que nao lhe sobra mais de si para viver
refugiado da realidade em sua ansia pelo objeto de desejo
mas o que o alimenta e a sua obsessao e nao o objeto
seu prazer e desejar ardentemente o objeto, e nao alcancar
condenado a desejar eternamente,por que so assim ele aprendeu a viver
na vida o obsesso observa e nao vive
se arrasta se consumindo,como uma cobra que fosse devorando a propria cauda
sem um objeto que atraia a sua obsessao,ele morre
amedrontado,aterrorizado,intimidado pela vida de verdade,pelo mundo que acontece
egoista demais para perceber o mundo que o cerca,ocupado demais para se apaixonar,
para viver por alguem,mesmo que seja o seu objeto de desejo
ele so e capaz de viver para si mesmo,
para si mesmo e para sua obsessao
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
uma bela epoca
epoca de sonhos
um resquicio de infancia
lugares que existiram nos meus sonhos
nao sonhos que se sonha dormindo
mas acordado
realidade impossivel
como posso dormir com o espirito assim excitado pela imaginacao?
como poderei fechar os olhos?
lugares ultra-romanticos
a alma vaga[se perde]sozinha nesses lugares no alvorecer
doce como musica
um refugio da realidade,uma embriagues,um delirio
um salto na tempestade
um sonho impossivel de personificar
que tambem pode morrer,acabar
pra dar lugar a novos sonhos
com toda a expectativa do novo
eu nao quero mais acordar
como e dificil abrir mao do lugar confortavel,doce!
a vontade e perder-se nele
como fosse ja um vislumbre dos ultimos dias
da morte
na realidade o que parece o paraiso tambem inclui dor
quaze e so dor
o paraiso de um e o inferno de outro
epoca de sonhos
um resquicio de infancia
lugares que existiram nos meus sonhos
nao sonhos que se sonha dormindo
mas acordado
realidade impossivel
como posso dormir com o espirito assim excitado pela imaginacao?
como poderei fechar os olhos?
lugares ultra-romanticos
a alma vaga[se perde]sozinha nesses lugares no alvorecer
doce como musica
um refugio da realidade,uma embriagues,um delirio
um salto na tempestade
um sonho impossivel de personificar
que tambem pode morrer,acabar
pra dar lugar a novos sonhos
com toda a expectativa do novo
eu nao quero mais acordar
como e dificil abrir mao do lugar confortavel,doce!
a vontade e perder-se nele
como fosse ja um vislumbre dos ultimos dias
da morte
na realidade o que parece o paraiso tambem inclui dor
quaze e so dor
o paraiso de um e o inferno de outro
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
uma crianca esta pulando
e ela pula cada vez mais alto
animada pelos raios de sol
entao chega um homem zangado
e zanga com ela
ela se entristeca e chora
e se debate,bate os pes no chao
e sua furia produz uma musica encantada
que faz cantar os passaros
e as arvores dancarem ao vento
e a crianca grita com o homem zangado
que ja se foi
entao ela volta a dar risada
e a pular e brincar de novo
por que ela e assim
debochada
mais sempre confia ao vento
u ma ponta de tristeza
e ela pula cada vez mais alto
animada pelos raios de sol
entao chega um homem zangado
e zanga com ela
ela se entristeca e chora
e se debate,bate os pes no chao
e sua furia produz uma musica encantada
que faz cantar os passaros
e as arvores dancarem ao vento
e a crianca grita com o homem zangado
que ja se foi
entao ela volta a dar risada
e a pular e brincar de novo
por que ela e assim
debochada
mais sempre confia ao vento
u ma ponta de tristeza
terça-feira, 21 de setembro de 2010
calice
e noite
na toalha branca,
em cima da mesa,
ha leite,iguarias,cestos com uvas e macas,pao,
queijo e delicioso vinho
vasos com flores e plantas diversas decoram todo o ambiente
algum sorriso peralta de crianca brinca por aqui e por ali
meu calice quase transborda
mas ainda falta uma gota
a unica gota de que eu preciso
que pode fazer meu calice,mesmo vazio,transbordar
nada se compara
ela me ajuda a gostar de mim como eu sou
sem ela,tudo e triste,preto e branco
triste como o ultimo trago
nao vai me livrar da vontade de chorar
todas as coisas sao feitas de tedio
e a noite vai ser como uma longa estrada
adiante inevitavelmente esta o fim
preciso de seu toque novamente
pra transbordar meu calice
te dar tanta paixao que o rubor vai transparecer vivo e faceiro em sua face
vamos nos embriagar,
delirar...
na toalha branca,
em cima da mesa,
ha leite,iguarias,cestos com uvas e macas,pao,
queijo e delicioso vinho
vasos com flores e plantas diversas decoram todo o ambiente
algum sorriso peralta de crianca brinca por aqui e por ali
meu calice quase transborda
mas ainda falta uma gota
a unica gota de que eu preciso
que pode fazer meu calice,mesmo vazio,transbordar
nada se compara
ela me ajuda a gostar de mim como eu sou
sem ela,tudo e triste,preto e branco
triste como o ultimo trago
nao vai me livrar da vontade de chorar
todas as coisas sao feitas de tedio
e a noite vai ser como uma longa estrada
adiante inevitavelmente esta o fim
preciso de seu toque novamente
pra transbordar meu calice
te dar tanta paixao que o rubor vai transparecer vivo e faceiro em sua face
vamos nos embriagar,
delirar...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quando perguntado se eu teria filhos
respondi que nao,mas e se tivesse?o que ensinaria a ele ou eles?respondi:uma coisa que eu ensinaria a um filho,o ensinaria a nao aplaudir,a nunca aplaudir ninguem,a nao valorizar/elevar ninguem,nao temer,nao respeitar a nao ser que seja a si mesmo.
gostaria de ensina-lo a encontrar os valores dentro dele mesmo e nao personificalos em outro.
gostaria que todos se preocupassem mais em criticar e avaliar do que aplaudir.
por que em todos os lugares,muitos vao para aplaudir,mesmo se nao gostam do que veem.
ninguem se preocupa em apreciar,observar e avaliar,e se preciso criticar.
as pessoas querem aplaudir,querem se enganar e fingir que gostam do que veem o tempo todo.
como se o sentido da vida,como se a felicidade estivesse em aplaudir,em se alienar.
em endeuzar o outro para ser feliz.
respondi que nao,mas e se tivesse?o que ensinaria a ele ou eles?respondi:uma coisa que eu ensinaria a um filho,o ensinaria a nao aplaudir,a nunca aplaudir ninguem,a nao valorizar/elevar ninguem,nao temer,nao respeitar a nao ser que seja a si mesmo.
gostaria de ensina-lo a encontrar os valores dentro dele mesmo e nao personificalos em outro.
gostaria que todos se preocupassem mais em criticar e avaliar do que aplaudir.
por que em todos os lugares,muitos vao para aplaudir,mesmo se nao gostam do que veem.
ninguem se preocupa em apreciar,observar e avaliar,e se preciso criticar.
as pessoas querem aplaudir,querem se enganar e fingir que gostam do que veem o tempo todo.
como se o sentido da vida,como se a felicidade estivesse em aplaudir,em se alienar.
em endeuzar o outro para ser feliz.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
o beija-flor
uma vez um tronco de arvore ja muito velho,espinhento e feio se surpreendeu florescendo,apos longos anos se revestindo apenas com espinhos.
mas apos muitos anos,uma corajosa florzinha se formou e se mostrou numa singela tentativa descompromissada de conseguir um pouco de alegria por quanto tempo durasse.
um tambem singelo,mas ainda sim bonito beija-flor,ao se aproximar encontrou perfume naquela florzinha,e a encorajou,e a fortaleceu e alimentou com toda essencia de seu coracao por que queria vela crescer e se tornar bonita e exalar um perfume muito doce para que ele pudesse se embriagar.e a flor correspondendo as suas expectativas cresceu,cresceu muito e se tornou maravilhosa,e com com um perfume tao simples,mas que por ser tao exotico se tornou muito especial.
e a flor nao apenas cresceu,mas tambem se multiplicou,bastante e logo todo aquele tronco seco,seboso espinhento estava mudado ,estava todo florido,belo,parecia uma estatua dos deuses do olimpo.e o beija-flor se satisfazia todos os dias ao se aproximar da sua flor.mas a necessidade se tornava cada vez maior e tanto o beija-flor quanto a flor sentiam cada vez mais a vontade de permanecerem juntos,ja quase nao se largavam,so em situacoes extremas.
ate que um dia o beija-flor embriagou-se tanto naquela fonte de amor e perfume que ficou preso nos espinhos e depois de algum tempo morreu,logo em seguida a flor tambem morreu seguindo o seu bem amado e bem feitor.
os dois nao existem mais ,mas aquele velho tronco feio por quanto tempo continuasse saudavel,ostentaria para sempre todas aquelas belas flores,todo aquele suave perfume exotico.
mas apos muitos anos,uma corajosa florzinha se formou e se mostrou numa singela tentativa descompromissada de conseguir um pouco de alegria por quanto tempo durasse.
um tambem singelo,mas ainda sim bonito beija-flor,ao se aproximar encontrou perfume naquela florzinha,e a encorajou,e a fortaleceu e alimentou com toda essencia de seu coracao por que queria vela crescer e se tornar bonita e exalar um perfume muito doce para que ele pudesse se embriagar.e a flor correspondendo as suas expectativas cresceu,cresceu muito e se tornou maravilhosa,e com com um perfume tao simples,mas que por ser tao exotico se tornou muito especial.
e a flor nao apenas cresceu,mas tambem se multiplicou,bastante e logo todo aquele tronco seco,seboso espinhento estava mudado ,estava todo florido,belo,parecia uma estatua dos deuses do olimpo.e o beija-flor se satisfazia todos os dias ao se aproximar da sua flor.mas a necessidade se tornava cada vez maior e tanto o beija-flor quanto a flor sentiam cada vez mais a vontade de permanecerem juntos,ja quase nao se largavam,so em situacoes extremas.
ate que um dia o beija-flor embriagou-se tanto naquela fonte de amor e perfume que ficou preso nos espinhos e depois de algum tempo morreu,logo em seguida a flor tambem morreu seguindo o seu bem amado e bem feitor.
os dois nao existem mais ,mas aquele velho tronco feio por quanto tempo continuasse saudavel,ostentaria para sempre todas aquelas belas flores,todo aquele suave perfume exotico.
Assinar:
Postagens (Atom)